quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O Homem do Futuro - Critica


Não mi entusiasmava, parece uma história batida e uma das "réplicas" brasileiras de filmes americanos, nesse caso como o épico De Volta Para o Futuro, o trailer não inspirava nenhuma confiança, era uma produção com atores de novelas e que não tem porte suficiente para seguir num filme, mas eis que esses problemas somem quando se tem ainda na equipe Wagner Moura (falo dele mais abaixo, demais) e o diretor e roteirista Cláudio Torres.

A história conta a trajetória de Zero, um amargurado cientista que cria uma máquina do tempo e se transporta até o pior dia da sua vida, buscando alterar seu passado e ficar com a mulher que ama, Helena (Alinne Morais), Zero no futuro vê a vida de cafajeste que levou, assim terá que colocar tudo nos seus devidos lugares.


Antes de mais nada, preciso dedicar esse Paragrafo a Wagner Moura, o cara é demais, mereci o respeito que tem no cenário brasileiro e a chance que ganhará em Hollywood com o aguardissimo Elysium (produção do mesmo diretor de Distrito 9, com Matt Damon e Jodie Foster), o diferencial desse filme é nós mostrar que ele pode interpretar personagens completamente diferentes uns dos outros o interligando, assim surgindo uma pessoa (no caso João, o Zero), tem o Zero bobão do colégio, o amargurado do presente e o equilibrado do futuro, assim Wagner mostra mais uma vez o quão diferenciado é e que Capitão Nascimento foi apenas uma fase passageira em sua vida, tem muito mais coisa vindo por ai.

Mas claro, tem alguns errinhos o filme, as vezes a narrativa é bem desgastante e as idas e voltas no tempo apesar de definidas soam de vez em quando cansativas, como se aquele lugar já "cansou" de ser visitado (sim, to falando da festa do colégio mesmo), no resto das atuações temos uma Alinne Morais linda demais e correta no papel, o destaque ruim fico por conta do Ricardo (Gabriel Braga Nunes), ele não tem imagem de jovem e sua atuação é meio automática.

Cláudio Torres nos mostra seu talento, o roteiro tem boas doses de comédia, toques de ficção cientifica e sentimos pena de Zero, ou seja, sentimos o drama do personagem, até os efeitos especiais são convincentes (para uma produção nacional, todos que eu lembre eram péssimos).

O filme diverte, nos envolve, tem uma atuação espetacular e uma direção certeira, enfim uma produção nacional digna de aplausos, quem dera se todos os filmes do nosso Brasil fossem com essa qualidade...

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