Antes de mais nada, a história: felicidade dos recém-casados Bella Swan (Kristen Stewart) e Edward Cullen (Robert Pattinson) é interrompida quando uma série de traições e desgraças ameaça destruir o mundo deles. Após seu casamento, Bella e Edward viajam para o Rio de Janeiro para sua lua-de-mel, onde finalmente cedem à paixão. Bella descobre que está grávida e, durante um parto quase fatal, Edward finalmente realiza seu desejo de tornar-se imortal. Mas a chegada da filha, Renesmee, coloca em movimento uma perigosa cadeia de eventos que encurrala os Cullen e seus aliados contra os Volturi, o conselho de líderes vampiros, preparando o palco para uma batalha sangrenta.
O tempo curto de filme (são aproximadamente uma hora e quarenta) também não ajuda, ninguém é obrigado a receber informações do nada, como é apresentado nesse filme a personagem que briga com Edward na festa de seu casamento, simplesmente porque não leu os livros, destrói todo um arco dramático e você fica meio perdido com esses fatos aparecendo e desaparecendo a todo instante.

Com isso, Kristen Stewart que já mostrou ter fôlego em outras produções mais uma vez transforma Bella numa mulher tão expressiva como uma porta (reparem na cena de sexo, ela simplesmente fica com uma cara de quem tá com sono com Edward quase matando ela), Robert Pattinson até tenta, mas o personagem e seu lado limitado fazem com que o personagem se torna desinteressante, Lautner é o mais decente, apesar de que também não há motivos para se importar com ele já que a motivação de sua personagem é movido por uma paixão insistente e irritante. Junte-se isso a direção pouco envolvente de Bill Condon que parece mais interessado no cheque do que dar algo diferencial a série, é de notar seu desinteresse em procurar planos de destaque e diferenciados, ele simplesmente dirige superficialmente, fazendo o que é mandado por seus produtores.
Na parte técnica até que é bem feito, não tinha como não ser né, com orçamento bem folgado, a maquiagem de Bella grávida é muito bem feita assim como os efeitos especiais. Mas simplesmente não há filme sem história, sem personagens cativantes e com uma narrativa superficial, Crepúsculo pode até tentar ser uma saga respeitada, mas as vezes nem é culpa da produção cinematográfica, é incopetência do material original mesmo.
Avaliação: 4/10.
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